Publicidade
Google Ads ou publicidade nas redes sociais?
Um chega a pessoas que já estão à procura. O outro chega a pessoas que não estavam. Qual usar depende do que se vende, não de qual plataforma está na moda.
A diferença entre os dois cabe numa frase: a publicidade no Google capta procura que já existe; a publicidade nas redes cria-a.
Quase todas as discussões sobre orçamentos de publicidade vêm de ignorar essa frase.
Quando o Google é a resposta certa
Alguém escreve «canalizador urgente Bucareste» ou «cadeira de escritório ergonómica». Já decidiu que quer esse artigo. O anúncio compete por esse momento.
Isto resulta quando:
- as pessoas procuram pelo nome o que se vende,
- a necessidade é urgente ou específica,
- e é possível ser contactado depressa.
Custos: configuração da conta Google Ads €150, uma campanha de pesquisa €290, Google Shopping €290 para anúncios de produto com fotografia e preço.
O limite é o volume. Se só trezentas pessoas por mês procuram o produto, o Google pode trazer, no máximo, uma parte dessas trezentas. Não se pode comprar procura que não existe.
Quando as redes são a resposta certa
Ninguém procura um produto em que ainda não pensou. O Facebook, o Instagram e o TikTok põem-no à frente na mesma, por interesse, idade, localização e comportamento.
Isto resulta quando:
- o produto é visual,
- é compra por impulso ou por descoberta, e não por pesquisa,
- ou o público se define por quem as pessoas são, e não pelo que escreveram.
Custos: publicidade no Facebook, no Instagram ou no TikTok €290 cada, LinkedIn €390 para públicos de empresas, YouTube €390 para vídeo.
O limite é a intenção. Está-se a interromper alguém, por isso é precisa uma imagem forte, uma oferta clara e uma página que converta. O tráfego é mais barato do que o do Google; também converte menos vezes. Compare o custo por encomenda, nunca o custo por clique.
Remarketing: o mais barato da lista
A maior parte das pessoas que visitam o site sai sem comprar. O remarketing (€150) volta a mostrar o anúncio exatamente a essas pessoas.
Costuma ter o melhor retorno de qualquer tipo de campanha, porque se paga para chegar a pessoas que já mostraram interesse. Se o orçamento é pequeno, configure isto antes de tudo o resto.
Como dividir um orçamento
Um esquema que resulta para a maior parte dos negócios de produto no início:
- Google Shopping ou Search para os produtos que as pessoas procuram de propósito.
- Facebook/Instagram para os produtos que precisam de ser vistos para serem desejados.
- Remarketing sempre ligado, com pouco dinheiro, nos dois.
Comece por uma plataforma e com orçamento que chegue para aprender alguma coisa. Duas plataformas com metade do orçamento cada uma não ensinam nada sobre nenhuma.
O que se paga, e a quem
Tenha isto claro antes de comparar propostas de agências:
- O orçamento de publicidade vai para o Google, a Meta ou o TikTok. É seu, fica na sua conta e controla-o.
- A taxa de gestão vai para a agência. A nossa é €290/mês, com um relatório mensal a €100.
Se uma proposta não separa as duas com clareza, pergunte porquê.
O que não prometemos
Nem um custo por venda, nem um número de encomendas, nem um múltiplo de retorno. Quem afirma isso antes de ver o produto, as margens e o site está a adivinhar. O que fazemos é montar as campanhas como deve ser, medir o que acontece e dizer com clareza o que mudar no mês seguinte — incluindo, por vezes, que a publicidade não é o problema.
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